sábado, 10 de março de 2012

Visão do Jogo - Ovelha 1x2 Thogas

Ovelha voltou aos campos cheio de caras novas
Sábado, 10 de março de 2012. Depois de três anos e meio longe do circuito de peladas da Região dos Lagos, doze jogadores rumaram para o Campo do Olaria, em São Pedro da Aldeia, pra reerguer o time amador mais querido de Cabo Frio: o Ovelha Futebol Clube, agora Ovelha/Na Jogada. O adversário era o Thogas, clube co-irmão com quem o Ovelha, mesmo parado, estreitou relacionamento nos últimos dois anos. A tarde foi de bom futebol, mas a arbitragem desastrosa do juiz, identificado pelo zagueiro Johnny apenas como "Cheio de Pulgas", inverteu o resultado do jogo e decretou ao Ovelha reestrear com derrota: 2 a 1. O autor do solitário gol ovelhense da tarde e primeiro da reestreia do time foi Pietro, de pênalti.

O jogo estava marcado pras duas da tarde. Pouco depois da hora marcada, por conta da situação ainda meio "de improviso" do time, a bola começou a rolar no irregular Campo do Olaria. Da formação de 2007/2008 do Ovelha, consagrada com inúmeras vitórias, apenas o presidente e atacante Filipe permaneceu. De resto, a base do novo time foi montada com sotaque cabista: Biel, Pietro, Mike, Lucas e Iago aproveitaram brecha na janela internacional de transferências e assinaram contrato com o alvinegro cabofriense. Os irmãos Johnny e Dodô, e mais Igor Cristaldi, Breno, Nilson e Roger completaram a lista.

Com bola rolando, o Ovelha/NaJogada já aplicou sua filosofia barcelonística de futebol: muita posse de bola e toques rápidos. Além disso, já de cara mostrou a marca registrada do clube, a garra, com divididas firmes e muita pegada. Com a equipe ainda sem seu melhor nível de entrosamento, os jogadores foram se conhecendo e o jogo ficou bom. Apesar de chegar diversas vezes ao gol thoguense, o alvinegro saiu atrás no placar. O Thogas aproveitou boa falta na lateral da área e abriu a contagem, de bola parada. O Ovelha não abdicou da filosofia de jogo e continuou tocando bola, buscando o gol. O time chegou perto de empatar ainda na primeira etapa, mas parou nas mãos do goleiro thoguense.

No segundo tempo, o primeiro gol da volta do Ovelha. Pietro, que já havia aplicado dribles desconsertantes nos adversários, cobrou pênalti com categoria e empatou o jogo. A pressão pela vitória cresceu e o time, com elenco reduzido e apenas um jogador no banco, foi guerreiro e pressionou o adversário para virar o placar. Aí entrou em cena o bobo da corte escalado pelo adversário para apitar a partida. Primeiro, expulsou Pietro por reclamação, ignorando os constantes protestos dos adversários. Depois, "não viu" impedimento de três quilômetros e meio de um atacante thoguense, que parou nas mãos do goleirão Iago. Não satisfeito, mais uma vez fechou os olhos para novo impedimento do mesmo atacante, que dessa vez não desperdiçou a forcinha do juiz e desempatou a partida. Bravamente, o Ovelha ainda conseguiu empatar, mas o juiz, no último de seus atos vergonhosos, marcou impedimento inexistente - Roger, que concluiu para o gol, estava pelo menos três metros atrás do zagueiro thoguense. Final de jogo: 2 a 1 para o Thogas, que, faça-se justiça, jogou um ótimo futebol naquela tarde.

No fim do jogo, Johnny encarnou o espírito ovelhense e partiu pra cima do juiz pra cobrar satisfações. A investida do zagueiro pra cima do palhaço do apito nem de longe lembrou a batalha campal do memorável Ovelha 13x2 Megalord, em 2007, que terminou em pancadaria generalizada, mas fez lembrar a indignação do Ovelha frente à derrota injusta, sempre existente. Infelizmente, Johnny, ao tentar acertar um soco de esquerda no juiz, acertou o camisa 10 thoguense, Gabriel Tinoco, que é filho do renomado advogado Carlos Magno. O advogado, em entrevista à assessoria de comunicação do Ovelha, prometeu tomar providências contra o zagueiro do clube, que está ameaçado de ir parar atrás das grades.

Ovelha 1x2 Thogas

Escalação: Iago, Igor Cristaldi, Breno, Johnny e Mike; Nilson, Dodô, Biel e Pietro; Lucas e Filipe
Suplentes: Roger

Gols: Pietro