História

Mais que um time de peladas, uma confraternização entre amigos. Este sempre foi e sempre será o objetivo do Ovelha Futebol Clube, fundado em 15 de setembro de 2007. Não necessariamente o Ovelha escala os amigos do presidente para jogar. Pelo contrário, um dos grandes orgulhos desse time é dar a oportunidade de novas amizades começarem, sempre em torno do futebol. No entanto, o Ovelha não abre mão da competitividade. Caminhando junto com a amizade do elenco, o time busca sempre levar força máxima aos campos, sempre buscando a vitória, afinal, a meta do Ovelha sempre foi e sempre vai ser estar no Mundial de Clubes em Yokohama, no Japão, ou onde quer que ele seja realizado.

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O COMEÇO (2007-2008)

O time foi fundado por um grupo de amigos que cursavam o terceiro ano na Escola Sagrado Coração de Jesus, em Cabo Frio. Com o iminente fim do período escolar e a consequente separação de amigos que estudaram juntos por muito tempo, os fundadores do Ovelha Filipe Rangel, Rafael Fróes, Bruno Souto, Diego Gil, Raphael Santos, João Gabriel Vellekoop e Vitor Bender resolveram botar um time de futebol em campo para fazer uma confraternização de fim de semana. A responsabilidade por gerir o time foi entregue a Filipe Rangel, primeiro presidente da história do Ovelha. Por decisão dele, a data escolhida para a estreia e consequente fundação oficial do Ovelha foi 15 de setembro, aniversário do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, clube de coração do presidente ovelhense. O adversário escolhido foi o Megalord, de São Pedro, extinto maior rival do Ovelha. O resultado, ao contrário do que acontece hoje, não foi positivo: derrota por 6 a 5. O primeiro gol da história do clube foi marcado por Raphael Santos, o Pará.

Nos primeiros jogos, pela falta de uniforme, o Ovelha jogava com camisas da Seleção Brasileira e quase sempre no campo da Base Militar de São Pedro da Aldeia, um campo para sete jogadores. Com o tempo, o clube foi ficando mais sério, jogadores de fora do grupo de amigos do Sagrado foram convidados e o time migrou para campos de 11, preferencialmente o do Grilo, que virou a casa do Ovelha. Não demorou muito para que o primeiro uniforme chegasse: o manto branco e preto, com o famoso patrocínio "Tô com Pepê 2008", estreou contra o time do patrocinador, o também extinto Kata-Kata. A partir daí o Ovelha só cresceu, revertendo os resultados ruins do começo da trajetória e se tornando um time respeitado na cidade. Ainda em 2008, a equipe venceu vários jogos, batendo equipes tradicionais na cidade e com mais tempo de história que o jovem Ovelha.

ERA CHRISTIAN (2008)

O clube ia de vento em popa, mas um laudo médico provocou uma reviravolta na história do Ovelha. O presidente e então zagueiro do time, Filipe Rangel, foi proibido pelo seu médico cardiologista de praticar qualquer tipo de esporte e banido por tempo indeterminado do futebol. Distanciado dos campos e recém-ingresso na faculdade, em meados de 2008, Rangel percebeu que não tinha mais tanto tempo para dedicar ao Ovelha. Sendo assim, passou o comando do clube a Christian Gallo, que desde sempre vestiu o manto ovelhense com muita garra e sempre foi jogador-símbolo e ídolo do clube. Auxiliado por Matheus Sá e Daniel Monteiro, Christian passou a gerir o Ovelha. Outros jogadores importantes como Matheus Consola, João Gabriel Vellekoop, Guilherme Venturelli e Cayo Xavier ajudaram no processo de troca presidencial do Ovelha. Christian tocou o time até o fim do ano, mas diversos fatores fizeram com que o Ovelha fechasse as portas por tempo indeterminado no fim de 2008.

O HIATO (2009-2011)

Com o Ovelha parado, alguns jogadores do time tomaram outros caminhos. Boa parte deles, incluindo Christian Gallo, Daniel Monteiro, Cayo Xavier e Matheus Sá, foi parar no Bola Parada Futebol e Game. Depois de ser liberado pelo médico para voltar a jogar futebol, o fundador do Ovelha Filipe Rangel foi jogar no Thogas Futebol Clube, a convite do presidente thoguense Daniel Thomazelli. No Thogas, Filipe retomou o gosto pelas peladas de fim de semana. Empolgado com a possibilidade de crescimento do Thogas, ele tentou se alinhar com Thomazelli para implantar naquele clube algumas das medidas praticadas no Ovelha, que tanto deram certo. Após reuniões e conversas, Filipe percebeu que a filosofia do Thogas era diferente da que ele queria implantar e recuou com seus planos. A frustração por não poder ajudar o Thogas fez renascer no eterno presidente a vontade de retornar com o Ovelha. Então, Filipe convidou alguns simpatizantes do clube como Breno Jacobs, Felipe Santa Rosa (Poney), João Gabryel Silva, Pedro Villa, Victor Fróes e Pedro Henrique Viveiros para retomar a história vitoriosa do Ovelha.

A VOLTA (2012 - ATÉ YOKOHAMA, PALHAÇOS!)

Com pouco tempo para providenciar a estrutura que o Ovelha merece, o novamente presidente Filipe Rangel fechou parceria com Léo Borges, dono do grupo de comunicação NaJogada e também envolvido no futebol amador, que o ajudou com coisas básicas como montagem de elenco e captação de patrocínios. A parceria evoluiu e o time passou a se chamar Ovelha/NaJogada e Léo Borges foi nomeado vice-presidente e diretor de futebol da equipe. Luis Gurgel, o Capivara, foi escolhido para ser o diretor de comunicação do Ovelha. Com a nova diretoria nomeada, o clube partiu em busca de afirmação. Para fazer um teste de fogo para ver se o time teria mesmo condições de voltar, Filipe Rangel inscreveu o Ovelha em um triangular de fim de ano, ainda em 2011, na Base Militar de São Pedro da Aldeia, local onde o clube disputou a primeira partida na história. E foi lá, com boas lembranças, que o Ovelha renasceu de vez. Com elenco formado por Filipe, Phael Agualusa, Gabriel Santos, Rodrigo Velasco (Peri), Johnny Wander, Douglas Costa (Dodô), Poney, João Marcelo e Guima Cardoso (emprestado pelo Quinta Categoria), o Ovelha foi campeão do triangular, recebendo a primeira premiação da sua história. O título - e os R$ 150 da premiação posteriormente gastos no Fonfona Lanches - animaram o grupo a prosseguir com o time.

Foi aí que a diretoria do Ovelha começou a vasculhar a região em busca de reforços. Além dos simpatizantes que deram força para que o Ovelha voltasse, o presidente olhou para o mercado internacional para formar a base do time. Em Arraial do Cabo, Filipe captou os primos dele, Phael e Lucas Agualusa, e com eles vieram vários outros jogadores. Com a base montada, o presidente contratou mais reforços aqui e ali e montou um elenco forte. Grupo que ficou mais forte ainda com a volta dos jogadores ex-Ovelha que estavam no Bola Parada. Christian, Matheus Sá, Daniel, Cayo e Guilherme Azevedo voltaram para casa e rechearam o plantel ovelhense com sua qualidade. Infelizmente, nem todo o grupo estava presente na reestreia oficial do time, no dia 10 de março de 2012, contra o co-irmão Thogas, no Campo do Olaria, em São Pedro da Aldeia. Com time incompleto e pouco entrosado, e ainda prejudicado pela arbitragem, o Ovelha acabou perdendo por 2 a 1. O gol da volta ovelhense foi marcado por Pietro Braga, de pênalti.

De volta, o Ovelha almeja mais que antes. O time continua simples em sua essência, sendo um time para confraternização entre amigos em torno do futebol. No entanto, a qualidade do elenco e a maior organização dão esperanças de que o Ovelha possa chegar a seu objetivo eterno: o Mundial de Clubes. Para viabilizar o projeto, a diretoria estuda alguns planos de ação, como inscrever o time na Federação de Futebol da Samoa Americana e tentar abocanhar a vaga da Oceania para o Mundial. Enquanto o Ovelha ainda não está no Mundial, continua desfilando seu futebol-arte pelos campos da Região dos Lagos. Após cada jogo, o recado é o mesmo, e é tradicional: Até Yokohama, palhaços!

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RIVALIDADE OVELHA-MEGALORD

Desde a primeira vez em que se enfrentaram, em 2007, Ovelha e Megalord desenvolveram uma grande rivalidade. O Megalord (nome ridículo, diga-se de passagem) sempre teve um comportamento anti-desportivo, que nunca foi aceito pelo Ovelha. No primeiro duelo entre os clubes, na Base Militar, o atacante rival Lauro acertou um chute em Phael, que sabiamente não revidou. A vitória apertada animou os mongolóides (como são chamados os torcedores do Megalord), que passaram a se achar superiores ao Ovelha. Contando com uma vitória fácil, o time aldeense marcou jogo novamente contra o esquadrão ovelhense. Em um campo horrível e cheio de artimanhas, o Megalord abriu 2 a 0 e o presidente mongolóide, Jorginho, resolveu dar a partida por terminada aos 15 do primeiro tempo com o objetivo de garantir mais uma vitória suja. Os jogadores do Ovelha, perplexos, apenas assistiram aos jogadores do Megalord saindo de campo com a bola, comemorando a "vitória". Ainda com os papelões protagonizados pelo time rival, o Ovelha aceitou um convite para o terceiro jogo, esse sim, dentro dos conformes. Para evitar palhaçada, o presidente ovelhense Filipe se encarregou de marcar o campo (a desculpa dada pela patética debandada mongolóide foi que o horário no campo tinha acabado) e de providenciar tudo que fosse necessário para o jogo. Por isso, o terceiro embate entre Ovelha e Megalord ficou conhecido como o BÉE-LORD do Século.

A BATALHA CAMPAL NO BÉE-LORD DO SÉCULO

Com tudo pronto para o BÉE-LORD do Século, o Ovelha entrou em campo com sangue nos olhos para derrotar o rival. Com a base do elenco reforçada por Arthur Felipe, uma das maiores contratações da história do Ovelha, a equipe partiu para cima do Megalord e atropelou o adversário. Aos 20 do segundo tempo, o placar já marcava 13 a 2 para o Ovelha. Atônitos e com lágrimas nos olhos, os jogadores mongolóides apenas assistiam ao show ovelhense. E o jogo caminhava para as duas dezenas no placar do Ovelha quando um jogador do Megalord, Téo, agrediu Cayo, do Ovelha. Mesmo com o jogador ovelhense caído, Téo covardemente acertou um chute no antigo camisa 34. A partir daí o que se viu foram cenas de barbárie. Começou uma pancadaria generalizada no campo, que fez com que a partida acabasse precocemente. Christian, um dos poucos a não se envolver na briga, foi acertado covardemente nas costas por uma voadora de Lauro, que por este episódio e pelo chute em Phael se tornou persona non grata no Ovelha. Quando os ânimos se acalmaram e a pancadaria se dissolveu, o Ovelha comemorou a maior goleada em um clássico BÉE-LORD, 13 a 2, mostrando sua superioridade e fazendo com que o rival fechasse as portas.

A BATALHA DO ARACY

Outro jogo marcante na história do Ovelha foi a Batalha do Aracy. Em um campo prejudicado pela ira de Deus, o Aracy Machado, o Ovelha enfrentou o Braga, já em 2008. Em jogo muito disputado, o Ovelha saiu atrás no placar e ainda teve um jogador expulso. Quando o jogo caminhava para uma derrota magra do time ovelhense (o que já era vantagem frente às circunstâncias do jogo), o árbitro da partida (que ironicamente era o presidente do Ovelha, Filipe Rangel) prejudicou a equipe marcando pênalti inexistente para o Braga e ainda expulsando mais um jogador do Ovelha, dessa vez por reclamação. Com dois a menos e um pênalti contra, o torcedor ovelhense torceu para que aquele jogo acabasse rápido. No entanto, o paredão do Ovelha, Matheus Consola, defendeu a cobrança do Braga e reanimou a torcida. Não satisfeitos com o milagre de Consola, os oito jogadores de linha que ainda estavam em campo buscaram incessantemente o gol. E o empate, heroicamente, veio com gol de Leandro Carvalho. Pelo grau emocional, esse jogo ficou conhecido como a Batalha do Aracy, onde os guerreiros do Ovelha não saíram derrotados mesmo com dois a menos e com um pênalti contra.

TÍTULO NO TRIANGULAR DE FIM DE ANO

De última hora, o Ovelha se inscreveu e marcou presença no Triangular de Fim de Ano 2011 da Base Militar. O torneio foi uma iniciativa de Pedro Villa, que inscreveu seu time na competição. Gabriel Tinoco aproveitou jogadores do Thogas e também botou um time em campo. Pelo tom de amizade do torneio, as equipes ficaram conhecidas como Time do Pedro, Time do Gabriel e Time do Filipe. No entanto, a fama do Ovelha falou mais alto, substituindo este último nome. Logo na estreia, o elenco formado por Filipe, Phael, Gabriel Santos, Rodrigo Velasco (Peri), Johnny Wander, Douglas Costa (Dodô), Poney, João Marcelo e Guima (emprestado pelo Quinta Categoria), mostrou sua força e goleou o Time do Gabriel por 6 a 0. No segundo jogo, o Ovelha vencia o time do Pedro facilmente por 7 a 2. Foi então que os jogadores descobriram que esta partida não daria o título ao time, já que de qualquer forma haveria final entre os dois melhores colocados. Foi aí que o Ovelha relaxou e abriu espaço para o Time do Pedro empatar: 7 a 7. Na final, o adversário foi o mesmo, mas o placar foi diferente: vitória por 3 a 1 e taça para o Ovelha, que ainda levou premiação em dinheiro que rapidamente se dissolveu no Fonfona Lanches, em São Cristóvão, na comemoração do título.

Elenco: Guima, Peri, Johnny, Phael, Biel, Filipe, Dodô, Poney e João Marcelo

Resultados:
Primeira fase
Ovelha 6x0 Time do Gabriel
Ovelha 7x7 Time do Pedro

Final
Ovelha 3x1 Time do Pedro

Classificação final: Campeão

II COPA LAGOS

Depois de um início irregular na temporada 2012, o Ovelha aceitou o desafio de participar da II Copa Lagos de Futebol Amador, competição que cada vez mais se consolidava no cenário de peladas da região. Em pouco tempo, a diretoria providenciou a inscrição da equipe, o novo uniforme e a montagem do elenco. A base que disputou o Triangular de Fim de Ano foi mantida, à exceção de Guima e Peri, e novos reforços foram chamados. Assim, 22 jogadores foram inscritos para encarar o novo desafio do Ovelha, que foi colocado no Grupo B ao lado de Babilônia, Bandeirantes e Quinta Categoria.
Na estreia, o Ovelha enfrentou o desconhecido Bandeirantes, de Arraial do Cabo. Johnny marcou o primeiro gol da equipe na competição e abriu o placar para uma goleada de 7 a 0. No segundo jogo, o adversário era o até então invicto há quase um ano Quinta Categoria. Com uma vitória por 2 a 0, o Ovelha derrubou a marca do Quinta. Já classificado, a equipe voltou a campo contra o Babilônia para encerrar a participação na primeira fase. Mesmo com time misto, vitória por 3 a 1.
Com cem por cento de aproveitamento, o Ovelha carimbou passaporte para enfrentar o Thogas, segundo colocado do Grupo A, nas semifinais. Em um dia de muita chuva, o Ovelha venceu o rival por 3 a 2 e garantiu presença no Correão, na final da Copa Lagos. O jogo derradeiro apresentou dificuldades ao Ovelha. Desfalcado do vice-artilheiro da competição, Biel, e do goleiro titular, Jair, a equipe ovelhense enfrentou o então campeão Quinta Categoria. Após 0 a 0 no tempo normal, a disputa pelo troféu foi parar nos pênaltis. As duas equipes converteram as três primeiras cobranças. O Ovelha converteu também a quarta, enquanto o Quinta desperdiçou. A bola final ficou então nos pés do volante Johnny, um dos destaques da partida. No entanto, ele chutou por cima do gol, ficando conhecido como Johnny Baggio depois da partida. O Quinta empatou a série e levou para as alternadas. Daniel, também destaque nos 90 minutos, parou nos pés do goleiro adversário e o título ficou mais longe. O Quinta então converteu a última cobrança decretando ao Ovelha apenas o vice-campeonato.

Elenco: Jair, Igor Cristaldi, Daniel, Breno, Cayo, Welton, Guilherme, Douglas, Mike, Henrique Abdala, Johnny, Christian, Diego, Poney, Phael, João Marcelo, João Gabryel, Matheus Sá, Biel, Leon, Filipe e Dodô.

Resultados:
Primeira fase
Ovelha 7x0 Bandeirantes
Ovelha 2x0 Quinta Categoria
Ovelha 3x1 Babilônia

Semifinal
Ovelha 3x2 Thogas
Final
Ovelha 0x0 Quinta Categoria (4-5 p)

Classificação final: Vice-campeão